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    População indignada promete retomar bloqueio na MT 248 na quinta-feira, dia 13

    access_time chat_bubble_outlineBrasil
    FONTE

    As manifestações que vão surgindo indicam que o Vale do Jauru só resta indignação contra o Executivo estadual, quando o assunto são as rodovias.  Para a reportagem não falar sozinha, na manhã de hoje (10), a partir das 07h30min um grupo de homens decidiu bloquear o tráfego na MT 175 logo depois do monumento à Nossa Senhora de Fátima, na saída para São José dos Quatro Marcos.

    O bloqueio é mais uma tentativa de sensibilizar os políticos para que tomem providências junto às empreiteiras e realizem as obras de recuperação nas MTs 175 entre Araputanga e o Cacho e, MT 248 Araputanga  a Jauru

    No meio do bloqueio, a reportagem ouviu dos manifestantes, Claudião, Zé do Gezo e, Waldemir Pipoca que rodovia MT-175 foi desbloqueada às 09h22min, mas, que a população esteja avisada que o bloqueio pode ser retomado com força total a partir da quinta-feira, dia 13 de março, se os governantes não obrigarem as empreiteiras a retomar as obras de recuperação das rodovias. 

    O “nó” da recuperação das rodovias pode ter sido dado há alguns meses, quando houve a licitação e a ordem de serviço, justamente no período da chuva.  Com atenção voltada para obras na capital, em vista da Copa do Mundo, nem durante o ano de eleições, quando os políticos tendem a sair da letargia dos gabinetes nos palácios, as obras de recuperação asfáltica não se desenvolvem no interior.

    PRIORIDADES

    O povo já entendeu que não há justificativas do Governo, que aplaquem seus sofrimentos. Os habitantes sentem que a classe política escolheu “outras” prioridades e, o resultado é a morte de dezenas de pessoas que são vítimas nas péssimas estradas, pela falta de atenção e de fiscalização, sobre os serviços que deveriam “materializar” satisfação e felicidade do povo.

    POUCO CASO

    Já se passaram 489 dias desde 07 de novembro de 2012 quando o Movimento Pró-Vida interditou o trevo das MTs que seguem para Quatro Marcos e Glória D’ Oeste. 17 meses depois daquele manifesto, é possível classificar as obras do governo em relação às rodovias, como pouco caso de atenção dada às obras na região. 

    Ainda que posteriormente ao bloqueio de novembro de 2012, os manifestantes tenham sido recebidos pelo governador e, tenha havido licitação para recuperação das rodovias, aquilo que, no quarto parágrafo chamamos de nó das rodovias, nunca foi desatado desde então.

    VELOCIDADE JABUTI

    A falta de cumprimento de cronograma leva à descrença entre povo e políticos. A promessa de recuperar ainda que parcialmente a MT 248 feita no dia 18 de fevereiro, em acordo “costurado” na Câmara municipal, na presença de dois deputados da região e, do Executivo da SETPU, resultou em fiasco.

    Seguramente, hoje (10), o estado da rodovia está pior do que naqueles dias. Embora a placa colocada no trevo de Araputanga indique R$11.282.000,00 para recuperação do trecho até Jauru, a empreiteira não fez dois quilômetros de tapa-buraco e o serviço feito é de baixa qualidade. Uma fonte ligada ao setor revelou a razão: o governo não teria feito pagamento nenhum à empresa que não tem maquinário pronto para atuar entre Araputanga e Indiavaí, mesmo que haja dias seguidos de sol.

    ACOSTAMENTO

    Enquanto se bloqueia a rodovia em busca de recuperação asfáltica, na manhã de hoje (10), nas proximidades da Casemat, em Quatro Marcos algumas máquinas estavam fazendo, o serviço de abertura do acostamento. O mesmo ocorre com uma patrol que está limpando o acostamento nas proximidades da entrada da fazenda Urutau, depois da curva embarcador, no município de Araputanga. A reportagem percorreu a rodovia entre Araputanga e Quatro Marcos e, não há nenhuma máquina para recuperar os asfaltos no trecho de 30kms.

    LENGA LENGA

    Contra manifestações indignadas, os políticos já aprenderam e, se tornaram mestres para “empurrar insatisfações e insatisfeitos com a barriga”.

    Enquanto gravava um dos manifestantes que participou da interdição da MT-175, a reportagem ouviu um fragmento de comentário entre manifestantes que já cogita a hipótese de “derrubar” a energia elétrica da cidade de Araputanga. O fato, se for praticado (esperamos que não se chegue a tanto), pode dar novo rumo às manifestações e, arrastar todo o povo de uma região contra a inércia e a falta de fé nas promessas e planejamentos dos políticos.